Empresa vai doar mil bolsas de estudo para moradores de comunidades

Divulgação/ONG Viva Rio

Moradores de Paraisópolis, comunidade da capital paulista, terão acesso a cursos de capacitação profissional oferecidos pela Americanas. A empresa anunciou que irá ofertar, a partir deste mês, 1.000 bolsas de estudo para cursos de logística, tecnologia e outras áreas relacionadas ao varejo. Com as bolsas, a empresa prevê formar pelo menos 350 operadores de logística.

Além da qualificação profissional, a ideia é absorver parte dos formandos no quadro de colaboradores da Americanas. As certificações foram desenvolvidas em parceria com a ONG G10 Favelas, a Emprega Comunidades, iniciativa de empregabilidade que conecta empresas e moradores de favelas e a Labora, plataforma especializada na inclusão da diversidade no mercado de trabalho por meio de tecnologia.

Os certificados serão digitais e estarão disponíveis por meio da plataforma da Labora. Essa é a segunda iniciativa da Americanas com o intuito de trazer mais inclusão nas favelas. Em abril, a empresa anunciou o início de um novo projeto de logística que permitirá que os mais de 100.000 moradores de Paraisópolis possam receber as compras feitas nos e-commerces da B2W diretamente em suas casas, mesmo nos becos e vielas de difícil acesso.

O conglomerado da B2W inclui as marcas Americanas, Submarino, Shoptime e Sou Barato. A ideia, segundo a Americanas, é escalar a iniciativa para mais comunidades no país. A segunda favela a entrar no mapa das entregas da B2W será a de Heliópolis, também em São Paulo.

Atitudes e empresas como essas são referências que devem ser replicadas daquelas que estão se adaptando ao novo mercado e às demandas dos consumidores. Afinal, o Brasil tem 13,6 milhões de pessoas morando em favelas e seus moradores movimentam R$ 119,8 bilhões por ano.

As favelas movimentam um volume de renda maior que 20 das 27 unidades da federação. Os dados são da pesquisa “Economia das Favelas – Renda e Consumo nas Favelas Brasileiras”, desenvolvida pelos institutos Data Favela e Locomotiva e encomendada pela Comunidade Door.

Fontes: Exame Invest e Agência Brasil

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