Carro elétrico decola apesar da crise econômica

O aumento de 41% nas vendas globais  de carros elétricos em 2020 contrasta com a queda de 16% nas entregas totais de veículos, principalmente de combustão 

JIM LO SCALZO / EFE

O carro elétrico se tornou uma crescente ilha na indústria automotiva, devastada por uma crise de proporções desconhecidas. 2020, o ano da Grande Isolação, encerrou-se com uma queda de 16% nas vendas globais de automóveis – a maioria equipados com motores de combustão.

No entanto, neste contexto adverso, a procura de automóveis movidos a eletricidade subiu 41%, de acordo com dados publicados esta quinta-feira pela Agência Internacional de Energia (AIE). Três milhões de unidades foram vendidas, o que nos permite pensar em um futuro um pouco mais verde para o transporte global.

Entre janeiro e março, meio milhão de veículos movidos a bateria foram vendidos na China e 450.000 na Europa. Já existem 10 milhões de carros elétricos em circulação nas estradas de todo o mundo. Esse número, embora crescente, ainda é pouco se comparado aos quase 1 bilhão de veículos de passeio, entre gasolina e diesel que circulavam há cinco anos em todo o planeta, segundo dados do portal Statista.

Daqui a uma década, o IEA acredita que haverá mais de 145 milhões de carros elétricos em circulação no mundo, 7% do total. Mas se as autoridades nacionais “acelerarem seus esforços” de acordo com as metas de redução de emissões comprometidas, esse número pode chegar a 230 milhões, 12%.

O número de modelos elétricos oferecidos mundialmente nos catálogos dos fabricantes chegou a 370 no ano passado, 40% em relação ao ano anterior. E, como lembra a organização parisiense, 18 das 20 maiores montadoras do mundo – que respondem por 90% das vendas – optaram por aumentar a gama de veículos leves movidos a eletricidade.

Fonte: El País

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