O modelo de gestão de pessoas com deficiência que está sendo referência para o mundo

As pessoas com deficiência representam cerca de 25% da população brasileira. A pesquisa da Secretaria de Estado da Pessoa com Deficiência mostrou que cerca de 51% das pessoas com deficiência do Alto Tietê estão desempregadas. De acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), as pessoas com deficiência foram atingidas severamente pelo desemprego durante a pandemia.

De janeiro a agosto de 2020, foram fechados 849 mil postos de trabalho formais no país, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Desse total, cerca de 20% (171,6 mil) eram ocupadas por pessoas com deficiência e evidenciam que as empresas desligaram muito mais do que contrataram, demitindo, no período, 216 mil profissionais com deficiência, e contratando apenas 40 mil.

Felizmente, há os bons exemplos. Na Bayer, a gestão da pessoa com deficiência é acompanhada de perto e serve de inspiração para os demais escritórios globais da companhia, que lançou uma meta para que 5% dos funcionários de todas as unidades sejam pessoas com deficiência até 2030.

Um dos muitos programas de sucesso, é o Geração de Valor, onde as pessoas com deficiência apresentam seus projetos para os líderes da companhia. No ano passado, o vencedor identificou uma melhoria de processo no setor de embalagens dos sites, reduzindo em até 30% o custo de uso de embalagem.

“Dentro do meu time todos somos pessoas com deficiência. Aqui, ao encontrarmos um ambiente no qual não precisamos provar nada além da nossa capacidade, conseguimos fazer projetos incríveis” afirma Marilia Tocalino, que tem deficiência visual e atua como especialista de inclusão e diversidade na empresa.

Fontes: Exame, G1 e Correrio Braziliense

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